Você está vendo alguma coisa ? Transcrição do Culto da Manhã – 26/06/2011

18 jul, 2011 por

Marcos 8: 22-25

Eles foram para Betsaida, e algumas pessoas trouxeram um cego a Jesus, suplicando-lhe que tocasse nele. Ele tomou o cego pela mão e o levou para fora do povoado. Depois de cuspir nos olhos do homem e impor-lhe as mãos, Jesus perguntou: “Você está vendo alguma coisa?” Ele levantou os olhos e disse: “Vejo pessoas; elas parecem árvores andando”. Mais uma vez, Jesus colocou as mãos sobre os olhos do homem. Então seus olhos foram abertos, e a sua vista lhe foi restaurada, e ele via tudo claramente.

João 9:1-7

Ao passar, Jesus viu um cego  de nascença. Seus discípulos lhe perguntaram: “Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego?” Disse Jesus: “Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse  na vida dele. Enquanto é dia, precisamos realizar a obra daquele que me enviou. A noite se aproxima, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”. Tendo dito isso, cuspiu no chão, misturou terra com saliva e aplicou-a aos olhos do homem. Então lhe disse: “Vá lavar-se no tanque de Siloé” (que significa “enviado”). O homem foi, lavou-se e voltou vendo.

Irmãos imaginem se nós encontrássemos o primeiro cego e ele nos contasse a sua experiência com Cristo. Ele contaria que Jesus o chamou de canto, cuspiu-lhe nos olhos e ele começou a enxergar as pessoas como árvores, etc…

E o segundo como nos contaria? Ele diria que Jesus cuspiu no chão, fez uma lama e pediu para eu me lavar no tanque, etc…

Dois relatos e duas experiências diferentes, imagine se eles se encontrassem? Um cuspiu no rosto o outro no chão. Haveria conflito entre a forma que Jesus usou para curar e se esta história vai sendo contada através dos tempo e a ênfase fosse dada na cura? Qual o método certo? Cuspir no chão ou lavar-se no tanque?

Há grande perigo se a ênfase é dada na metodologia, no novo testamento temos a experiência de Pedro que a sua sombra curava as pessoas (Atos 5:15) e o que aconteceria em um dia sem s sol?

A ênfase as vezes vai sendo dada no método e não na essência, a essência era Deus pode curar a visão, Jesus usava este princípio. O jeito e a forma não são tão importantes  assim.

Hoje há movimentos que dão ênfase a estrutura, como se a estrutura resolvesse por si só. Em 2 Reis 18:1-4 diz: No terceiro ano do reinado de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá, começou a reinar. Ele tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Abia, filha de Zacarias. Ele fez o que o Senhor aprova, tal como tinha feito Davi, seu predecessor. Removeu os altares idólatras, quebrou as colunas sagradas e derrubou os postes sagrados. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés havia feito, pois até aquela época os israelitas lhe queimavam incenso. Era chamada Neustã.

Quando  o povo peregrinava no deserto, foram atacados por serpentes que mataram muitos deles, então eles resolveram clamar e Deus trouxe um método sem lógica, sobrenatural, ele mandou Moisés fazer uma serpente de bronze e quando a pessoa que era  picada, olhava para a serpente ela era curada (Números 21:6-9). No evangelho de João este texto é citado, é feito uma comparação, uma analogia com a crucificação de Cristo.

Em 2 Reis, haviam passado 400 anos, a história foi sendo contada e criou-se um costume de adorar a imagem, quando damos uma ênfase demasiada no método, na forma, começa a surgir um processo de idolatria.

O princípio é importante, o método não. Quando comecei e frequentar a Igreja Presbiteriana, o salão não era aqui, era em um lugar bem menor no centro de Jandira, a forma de adoração era diferente. Só havia um órgão elétrico e play black para o coral cantar e o Senhor agia entre nós.

A adoração mudou muito, hoje há vários instrumentos, projetor multimídia, etc, coisas para esta geração. Isto quer dizer que não podemos ficar presos a métodos, naquela geração Deus tinha métodos e agora são outros.

No desenvolvimento da humanidade, da revelação de Deus, temos que ter cuidado para que não levantemos ídolos nas nossas vidas. Estamos vivendo um momento novo , onde há tanta entrega e tanta fé, nós nunca poderemos ficar presos, o que servia para a geração anterior, às vezes não servirá para hoje.

Nas décadas passadas  eram poucas famílias evangélicas, mais ou menos 50 pessoas vindas de cerca de 10 famílias, um pastor conseguia cuidar do rebanho tranquilamente, hoje temos uma frequência no culto da manhã de  150/200 pessoas e a noite o número se repete, e se não nos atualizarmos vamos perder muita gente, por isso temos que ter inteligência, estratégia, por isso vamos implantar o discipulado, por isso as reuniões nos grupos familiares.

Mas não é o método que vai salvar as vidas, acima de qualquer método, o que deve prevalecer é que servimos um Deus Poderoso, o Espirito Santo é vivo e é Deus, é dinâmico e você deve ser usado.

A nossa confiança deve estar no Senhor, é o mesmo Senhor. Eu quero que Deus possa usar a vida de cada um, não descanse no método, na religiosidade, é preciso se dispor.

O princípio é amar à Deus e o próximo, ganhar vidas, pregar o evangelho.

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